FY VISITA: IKREK

FY VISITA: IKREK

2021-07-12

O FY VISITA, nosso encontro mensal com clientes e amigos da marca, dessa vez aconteceu no escritório da IKREK, uma editora de livros de artista, comandada pelos irmãos gêmeos Luiz Vieira e Pedro Vieira. Confira abaixo alguns momentos do nosso papo, que aconteceu numa deliciosa tarde ali no Largo do Paissandú, no centro de São Paulo (nos retratos, ambos vestem a nossa nova linha masculina nando):

Fernanda Yamamoto: O que é um “livro de artista”?

Luiz Vieira: É uma publicação pensada para ser uma obra; é um trabalho autônomo de um artista, e não uma mera reprodução de seus trabalhos (embora, em alguns casos, o trabalho ganhe outra dimensão quando transposto para o livro: é o que aconteceu com O ano da mentira, de Matheus Rocha Pitta; Edifício Recife, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca; Dicionário, de Marilá Dardot; entre outros). Os livros podem ter diversos formatos, tiragens e técnicas de impressão.

Pedro Vieira: É chamado assim porque tem toda uma narrativa já consolidada. Mas o livro de artista é uma obra, como outra qualquer. O que o caracteriza é que ele não foi adaptado para o livro, mas nasceu como livro. 

FY: Em quais pontos o universo da IKREK tangencia o do Ateliê FY?

LV: Existe uma simplicidade muito sofisticada nas peças da marca, e entendo que na IKREK temos isso também: os livros são aparentemente simples, mas muito sofisticados em termos conceituais, de resolução de uma proposta. Outro ponto de contato é o tempo: um livro de artista, por menor que seja, demora muito tempo para ser feito.

PV: Acho que podemos pensar no cuidado: com os materiais, os acabamentos, mas também com as pessoas envolvidas: buscamos sempre respeitar muito cada artista, suas ideias e suas propostas. E claro, a criação: na IKREK e no Ateliê FY nada parece nascer pronto; é possível ver os diálogos, as pesquisas, o processo que uma hora gera um resultado, quase sempre inesperado.

FY: Quais eram as suas expectativas em torno do lançamento de NANDO, e como elas foram correspondidas?

LV: Uma vez vi uma parceria que o artista Nino Cais fez para FY e então pensei: “Por que a Fernanda não faz roupas masculinas? Seria um sucesso!”. Quando soube de NANDO, foi uma alegria, e as roupas são exatamente o que eu esperava: elegantes e, ao mesmo tempo, despojadas. Agora consigo ter peças com cortes e materiais muito interessantes e precisos!

PV: As criações femininas já deixavam a expectativa alta! E foram correspondidas na medida em que são peças discretas e ao mesmo tempo muito marcantes, singulares. Você vê logo que é diferente, mas isso não causa desconforto, pelo contrário, são peças que adoraria usar no dia a dia, sem abrir mão de uma identidade.